O popular de luxo
Inventaram aqui no Brasil o carro popular. Nenhum ovo de Colombo, mas a proposta seria - porque em realidade não é e acho que nunca foi - de oferecer um carro acessível à população de baixa renda. O carro incluído nessa categoria, o popular, goza do benefício de redução nos tributos - uma diminuição na derrama fiscal - para que seu preço seja (?) compatível com o poder (?) aquisitivo (?) do povo. Acho que nem alhos, nem bugalhos, a proposta é um fracasso! O preço não é popular, o carro não é bom. Resultado: um ruim que sai caro.
A verdade é que a nossa indústria, apesar de ter em sua defesa o fato de ter de lidar com altos impostos, também se aproveita de um consumidor ingênuo, um consumidor não habituado a exigir o cumprimento dos seus direitos. O resultado disso é que certos ítens, equipamentos que nos outros países são considerados de uso obrigatório, como, por exemplo, o air bag, aqui são tratados como opcionais que encarecem o valor do veículo.
O outro componente dessa equaçao, o goveno, se omite. Até quando?