April 8th, 2007

Uma feliz páscoa a todos os amigos do Volksblog!

Esse painel era a visão que nós, proprietários dos fuscas, estávamos acostumados a encarar no nosso dia-a-dia no contato com o carro. Oa velocimetro marcava inalcançáveis 140 km/h, uma pretensão para as 1300 cilindradas e os 36 hp do motor boxer refrigerado a ar. Algumas luzes espias e o marcador de combustível, eis tudo o que havia de instrumentos no painel.
Havia, é claro!, os outros comandos, alavanca de câmbio - cujo maior passatempo era substituir a “bolota” original por alguma outra, slguma coisa muito mais transada. Os motoristas de taxi adoravam colocar bolotas que se acendiam quando o motorista pisava no freio! A alavanca do freio de mão entre os bancos, o cinzeiro no meio do painel, o aro de acionamento da buzina no volante, e a coisa ia ficanco por aí.

The Warning: “This warning is a warning. This fusca has owner and if I catch the son of bitch that corrently is crashing my car, I will crashes his face too! Date: 12/3/2005. Assigned “You was awarded”
Coisa de ano novo, dura exatamente as 24 horas do dia primeiro e depois passa a ser mais um ano velho. Restam as promessas feitas no dia primeiro - para quem ainda faz promessas de mudanças na renovação do ano. Nunca gostei de prometer nada nessa ocasião, eu acho que eu passava os anos novos sob o efeito de muito álcool para que as minhas promessas pudessem ser encaradas com seriedade.
Resolvi adotar a tática de prometer em outras épocas do ano, sem datas especiais que as marcassem, os resultados foram muito melhores! Com ou sem promessas agora é a época de começar a trilhar - ou continuar a trilhar - o caminho da vida, que não se faz em anos velhos ou em anos novos, mas no presente, no aqui e agora.
No próximo post vou retomar a trilha aqui do meu Volks blog, vou voltar ao assunto original e tradicional que são os fuscas, os besouros, o chamado carro do povo. Até a próxima!
Estamos nos últimos giros do ano, isso para quem acredita na magia e na renovação dos anos-novos. Eu? Devo confessar que sou de certa maneira cético nessa matéria, a minha pequena e pobre fisíca não me deixa crer que o que era velha há uma fração de segundo, logo em seguida é algo totalmente novo e capaz de modificar a sorte no mundo.
Mas não deixe que o meu cetismo atrapalhe ou estrague as vossas crenças, também acho legal essa magia do calendário, que faz crer que os anos se renovem a cada ciclo solar, trazendo consigo uma nova vida, um renascer. Para incrédulos e crentes, um feliz ano, sempre com a sabedoria de saber que o mais importante não é nem o que passou, nem o que está entrando, mas o aqui e agora, só se vive o presente. Feliz todos os dias.
O post anterior afirma que a produção dos Fuscas foi encerrada no Brasil em 1996, mas engana-se quem pensa que a história dos Fuscas no Brasil termina por aí. É preciso compreender que, ao menos aqui nos segundo e terceiro mundo, vivemos em locais onde a vida útil dos automóveis se extende pela falta de poder aquisitivo do povo, e apesar da produção dos carros haver se encerrado com o final da sua produção em 1996, ainda veremos muitos Volkswagens rodando nas nossas ruas e por muito tempo - e ainda bem!
De certa forma essa é uma história que nunca terá um epílogo, estará sempre em aberto, com novos capítulos se sucedendo a cada dia, a cada ano. Não sei se este post será o último desse ano, ainda tentarei publicar alguma coisa antes do final do ano. Para o caso de acabar ficando como o post de encerramento do ano, gostaria de deixar consignado aqui os meus votos de um Feliz Natal e um muito próspero 2007.
No Brasil o primeiro Volkswagen foi lançado em 1950, com poucas modificações em relação ao modelo original Alemão. Originalmente o carro vinha desmontado da Alemanha e era apenas montado no Brasil, fato que durou até 1959 quando começou a ser produzido no país pela Brasmotor. O modelo, que originalmente tinha duas pequenas janelas na traseira, ganhou uma janela única retangular.
Ano após ano o carro foi sendo aperfeiçoado, foi ganhando novas funcionalidades sem grandes modificações na aparência externa. As maiores modificações foram do modelo 1961, dotado de caixa de marchas sincronizadas; do modêlo 1965, que ganhou um modêlo com teto-solar, logo batizado pela irreverëncia nacional de “cornowagen”; 1967, a Volkswagen substitui o motor de 1.2 litros e 36 cv. por um novo motor de 1.3 litros e 46cv. Outra importante e bem-vinda mudança foi a troca do sistema elétrico de 6 para 12 volts.
Durante todo esse período a Volkswagen começou a desenvolver alguns projetos nacionais como o VW 1600, o TL, a Variant, o Karmann Ghia TC, o SP2, a Variant II, o Brasília e o Gol. Em 1970 lança um novo motor com 1.5 litros e 52cv, que passou a ser conhecido como Fuscão e durou até 1975; em 1974 foi lançada uma versão esportiva, o 1600-S, com carburação dupla e 65cv de potência. Em 1975 sai foi lançada a nova versão 1.300L.
Em 1979, as lanternas traseiras passam a ser maiores e, dentro do espírito brincalhão dos brasileiros, logo ganha o apelido de “Fafá”, numa clara alusão aos grandes seios da cantora Fafá de Belém. Em 1982 é lançado o Fusca 1.300 com motor a álcool. Em 1983, a empresa rebatizou o modelo fabricado no Brasil para Fusca. Em 1984 o motor 1.300 deixa de ser produzido, e todos os modelos passam a ser equipados com um novo motor 1.600, e o carro passa a ter freios a disco na dianteira.
Em 1986, alegando que o modelo estava obseleto, a Volkswagen desiste de fabricá-lo. Em 1993, por sugestão do então presidente Itamar Franco a empresa voltou a fabricar o modelo, que foi produzido até 1996 quando a produção no Brasil foi suspensa definitivamente.
(Continuação do post anterior) Em 1939 a produção foi interrompida devido ao eclodimento da 2ª Guerra Mundial. No período da guerra a fábrica foi utilizada para produzir veículos de guerra (jipe Kübelwagen e o carro anfíbio Schwimmwagen). No pós-guerra foi retomada a produção e o comando da fábrica foi entregue pelos britânicos para o Major Ivan Hirst, e passou a produzir carros para as forças de ocupação e para o serviço público alemão.
Posteriormente a fábrica foi entregue pelos britânicos para a administração do governo alemão. A fábrica era um importante centro de emprego e um fator importante na reconstrução da Alemanha do pós-guerra. A maior expansão da fábrica se deu quando começou a exportar o carro, principalmente para os Estados Unidos, onde se tornou um carro popular e uma paixão entre os jovens. O Fusca se transformou no carro mais popular da história do automobilismo, e o modelo com o maior número de unidades produzidas: 15.007.034.
(continua…)
Fusca, nome como ficou conhecido o Volkswagen Sedan no mercado nacional, foi o primeiro modelo fabricado pela companhia alemã Volkswagen. Tornou-se o carro mais vendido do mundo, começou a ser fabricado em 1938 e o último modelo foi produzido na fábrica de Puebla no Méxicom em 30/07/2003.
Seu nome origina-se da expressão Carro(volks) do Povo(wagen), e surgiu quando a Alemanha vivia a grande recessão de 1930, com o objetivo de se tornar um carro barato e popular. O primeiro projeto foi de Ferdinand Porsche, em 1931 atendendo uma encomenda da fabricante de motos Zündapp, batizados de “Tipo 12″, como Porsche numerava os projetos de seu escritório, o Konstruktionbüro.
Os primeiros modelos do carro, pequeno, motor traseiro de três cilindros em “W”, e carroceria aerodinâmica ficaram prontos em 1932. A Zündapp, com problemas financeiros, rompeu o contrato. Porsche negociou o projeto com outro fabricante, a NSU, o modelo, chamado de “Tipo 32″, já era bem semelhante ao “Fusca”. Em 1933, a NSU desistiu do projeto.
Em 1933 um amigo de Porsche, Jacob Werlin, intermediou um encontro dele com Hitler. Hitler desejava um carro barato, em torno de mil marcos imperiais, para quatro a cinco pessoas e capaz de alcançar e manter 100 km/h com um baixo consumo de combustível. Porsche aceitou o desafio e a verba de vinte mil marcos por mês para desenvolver o projeto. Por economia de espaço optou-se por um motor refrigerado a ar, mas como o motor era traseiro, havia problemas técnicos para a tomada de ar para a refrigeração. Finalmente, foi escolhido o motor traseiro de quatro cilindros (boxer oposto dois a dois) refrigerado a ar. A suspensão era resistente, por barras de torção, o que reforçava a idéia de um carro popular e durável.
Depois de testados e aprovados, em 1937 foram produzidos trinta unidades pré-série, a cargo da Daimler-Benz e financiados pela RDA. O conjunto chegou a rodar 2,4 milhões de km nas mãos de membros das SS, a tropa de elite de Hitler.Quem começou a produzir o carro foi a KdF, que decidiu vender os carros por um sistema de consórcio, em que o interessado pagava 5 marcos por semana e tomava posse do carro apenas depois de completar os pagamentos. Apesar disto, cerca de 175 mil alemães aderiram ao plano e, em 26 de maio de 1938, foi colocada a pedra basilar da fábrica, com a presença do próprio Hitler. (continua)…
Este é o famoso Beetle, o nosso conhecido e amado Fusca aqui no Brasil. Para quem já tem alguns anos de vida, ele é um símbolo, a marca de uma época, de uma geração. Escrever sobre ele é um prazer e uma honra, ele que foi o meu primeiro carro e o primeiro de muita gente, contar um pouco da sua história, da minha história com ele, das nossas viagens e aventuras juntos, das marcas que deixou em solo nacional. Narrar o prazer de vê-lo vencer as 12 horas de Porto Alegre, o famoso número 7, pilotado pelos irmãos Fittipaldi nas rua da Cavalhada, zona sul da cidade. Espero conseguir construir um blog bem legal. Até a próxima!